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25 de outubro de 2011




         Certa vez uma Anjo de rutilante beleza desceu à Terra.

         Estava à procura de uma criança que pudesse servir de ligação entre a Terra e o Céu, e que tivesse desenvolvido sentimentos nobres, boa-vontade e o amor ao próximo.

         Como recompensa, essa criança teria a ventura de fazer uma visita a planos superiores, com a finalidade de aprendizado e recreação, durante as horas consagradas ao repouso noturno.

         Passando por certa cidade, o Anjo viu um garoto que parecia simpático. Aproximou-se e convidou-o a ajudar uma família muito necessitada das redondezas. O menino respondeu:

         — Agora não posso! Preciso destruir um ninho de pardais que andam estragando as frutas do nosso pomar. Talvez mais tarde...

         E, assim dizendo, apanhou o estilingue e afastou-se.

         O Anjo baixou a cabeça muito triste ao ver a MALDADE do garoto, e foi embora.

         Mais adiante encontrou uma menina e aproximou-se, esperançoso, convidando-a para ajudar os necessitados. Ela pensou um pouco e respondeu, pesarosa:

         — Agora não posso. É minha hora de brincar e meus amigos estão esperando. Mais tarde, talvez...

         O Anjo sorriu de leve ao perceber o EGOÍSMO da criança e afastou-se, triste.

         Mais tarde, o Anjo encontrou um garoto e abordou-o, otimista. O menino, que parecia não ter problema nenhum, morava numa bela casa e estava desocupado, respondeu imediatamente:

         — Ah! Não sei não. Tem certeza de que são necessitados mesmo? Veja aquele moleque de rua que está no meu portão. É um malandro e procura apenas uma maneira de se aproximar de minha casa para roubar. Essa “gentinha” não me engana. Fora! Fora! Vadio! Vá trabalhar!

         Ao ouvir as palavras cruéis e cheias de ORGULHO do garoto, o Anjo afastou-se sem dizer nada.

         E assim, prosseguiu em sua busca sem encontrar a criança que apresentasse os requisitos necessários, isto é, boa-vontade e amor ao próximo.

         Estava quase desistindo, quando viu um garoto maltrapilho. Aproximou-se e fez-lhe o mesmo convite, embora sem muita esperança, pois o menino aparentava ser bem pobre.

         Os olhos do menino brilharam ao ouvir o convite do Anjo e respondeu, incontinenti:

         — Ah, vou sim! O senhor pode me aguardar só um pouquinho? Estou voltando do mercado onde fui fazer umas compras para o almoço. Moro aqui perto. Vamos até em casa?

         O Anjo o acompanhou mais animado, notando-lhe a boa-vontade. Lá chegando, verificou a extrema pobreza em que sua família vivia.

         Já na entrada, o menino conversou amigavelmente com os passarinhos e galinhas que vieram encontrá-lo.

         — Ah, meus amigos! Pensam que me esqueci de vocês? Aqui está o que lhes trouxe — e, assim dizendo, tirou do bolso da calça um pedaço de pão duro que ganhara e distribuiu com as aves famintas.

         Em seguida, entrou em casa.

         — Mamãe! — disse o menino. — Vou sair para visitar umas pessoas necessitadas. Posso levar-lhes alguma coisa? Devem estar passando fome. Sei que temos pouco, mas eu não preciso de nada, por isso levarei a parte que me cabe. Não se preocupe com o serviço; arrumarei a cozinha quando voltar. Está bem?

         Ao ouvir as palavras do menino, o Anjo compreendeu que encontrara o que tanto tinha procurado.

         Foi com os olhos úmidos de emoção que acompanhou o garoto até o lar que precisava de ajuda.

         Com carinho, o menino atendeu a todos: Tratou de um doente, deu banho no caçula da casa e ajudou a senhora no serviço doméstico. Quando terminou estava cansado, mas feliz.

         Disse à dona da casa:

         — Não se preocupe. Vou tentar arrumar serviço para seu marido. Dou uma ajuda de vez em quando numa casa muito rica e tenho certeza que o dono, que é um homem muito bom, poderá arranjar alguma ocupação para ele.

         Fez uma pausa e concluiu:

         — Tenha muita confiança em Deus! Ele não nos desampara nunca.

         A pobre mulher, mais animada, agradeceu sensibilizada a ajuda que recebera, e o garoto despediu-se, prometendo voltar assim que pudesse.

         O Anjo, profundamente emocionado, ao deixarem a casa disse ao menino:

         — Parabéns! Você merece um prêmio pela sua BOA-VONTADE e AMOR AO PRÓXIMO. Receberá, de hoje em diante, toda a ajuda que lhe for necessária para o prosseguimento de sua tarefa de ajuda ao semelhante, porque Deus precisa do concurso de todas as pessoas de bem para a implantação do seu Reino de Amor na face da Terra.

         Naquela noite o garoto teve lindos sonhos, sendo levado para regiões mais felizes do Plano Espiritual onde receberia instruções para trabalhar, acordando no dia seguinte com ânimo renovado para enfrentar a vida.
Tia Célia
Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita

Fazendo o Bem


Durante uma aula de Evangelização, entre todas as coisas que a professora falou, Bentinho gravou mentalmente de modo especial que todos temos tarefas a cumprir e que devemos sempre fazer o bem aos outros.

         Bentinho, garoto esperto e inteligente, ouviu e guardou dentro do coração as palavras da professora.

         No dia seguinte, no horário do recreio, viu uma colega tentando resolver um problema de matemática. Bentinho lembrou-se do que a professora tinha dito e não teve dúvidas, parou e, como tinha facilidade para matemática, em poucos minutos resolveu a questão.

         A garota agradeceu, encantada, e Bentinho afastou-se satisfeito, pensando: Fiz a minha primeira boa ação do dia.

         Na saída da escola, passou por uma casa onde um garotinho tentava empinar uma pipa sem muito sucesso. Num impulso, aproximou-se e, tomando o brinquedo das mãos do menino, rapidamente colocou a pipa no céu.

         O garoto agradeceu, surpreso, segurando o carretel de linha que mantinha a pipa no ar, e Bentinho prosseguiu seu caminho sentindo-se cada vez melhor. Fizera sua segunda boa ação do dia e um grande bem-estar o inundava por dentro.

         Mais adiante, pouco antes de chegar a sua casa, viu um menino abaixado junto a uma bicicleta. Aproximou-se e percebeu que ele estava com problemas. A corrente tinha saído do lugar. Imediatamente, Bentinho ajoelhou-se e, com presteza, arrumou a corrente. O menino agradeceu e foi embora.

         Bentinho entrou em casa todo orgulhoso.

         Contou à mãe o que tinha feito naquela manhã e ela deu-lhe os parabéns pela ajuda às três crianças. Depois, perguntou:

         — E agora? O que pretende fazer, meu filho?

         — Vou almoçar e depois ficarei lá fora vendo se posso ajudar mais alguém hoje.

         A mãe escutou e não disse nada.

         Depois do almoço Bentinho ficou no portão, esperando o que ia acontecer.

         Mais tarde, ele voltou para casa, satisfeito, e contou para a mãe:

         — Mamãe, ajudei uma senhora a atravessar a rua. Depois, ajudei o carteiro a entregar todas as correspondências.

         Bentinho parou de falar, sorriu e concluiu cheio de orgulho:

         — Estou exausto, mas muito feliz, mamãe. Agora vou tomar um banho, jantar e dormir.

         A mãe olhou-o com seriedade e considerou:

         — Bentinho, muito louvável seu desejo de ajudar as pessoas, meu filho. Todavia, e suas tarefas, quem fará?

         Bentinho arregalou os olhos, como se só naquele momento tivesse se lembrado de seus deveres.

         — Mas, mamãe... — gaguejou, decepcionado —, achei que estava fazendo a coisa certa!

         — Sim, meu filho. Só que ajudar aos outros é algo mais que podemos fazer, sem esquecer nossas próprias obrigações. A professora não disse que todos têm suas tarefas a cumprir?

         — É verdade. E agora?

         — Agora, você tem os deveres da escola para fazer, o quarto para arrumar, os brinquedos para guardar. Ah! E ainda ficou de consertar a bicicleta de seu irmão, lembra-se?

         — Mas já é tarde! — reclamou o garoto.

         — Não é tão tarde assim. Você ainda tem algum tempo antes do jantar.

         Vendo que a mãe estava irredutível, Bentinho baixou a cabeça e foi cumprir suas obrigações. Em seguida, tomou banho e jantou. Depois da refeição, extremamente cansado, foi logo dormir.

         A mãe entrou no quarto para fazer a oração com ele.

         Sentou-se na beirada da cama e, acariciando os cabelos do filho, disse:

         — Meu filho, eu estou muito orgulhosa de você hoje. Fez a coisa certa ajudando às pessoas. Só que, no impulso de ser útil, não podemos ultrapassar o limite da ajuda realizando a tarefa pelo outro.

         — Como assim, mamãe?

         — Por exemplo. Fazendo a tarefa de matemática para sua colega, você a impediu de aprender. O mais correto seria tê-la ensinado a resolver o problema. Entendeu?

         — Entendi, mamãe. Quer dizer que eu poderia ter ajudado o garotinho a empinar a pipa, mas não a fazê-lo por ele, não é? Assim também com o garoto da bicicleta. Se eu o tivesse ensinado a colocar a corrente, em outra ocasião ele saberia fazer isso sozinho. E o carteiro?

         — A questão do carteiro é mais complexa, meu filho. A responsabilidade por entregar a correspondência pertence a ele. O carteiro ganha para isso. E se você tivesse feito algo errado? Como entregar uma correspondência importante em endereço diferente? Ou se perdesse uma carta? A responsabilidade seria dele e ele sofreria as consequências.

         — Tem razão, mamãe. Mas acho que agi bem quando ajudei a senhora a atravessar a rua.

         — Exatamente, meu filho, embora tudo o que você fez hoje tenha sido bom. Só não devemos tirar a oportunidade das pessoas de aprenderem fazendo suas obrigações.

         — Nem de nos esquecermos de fazer as nossas!

         Bentinho estava contente. Tinha sido um dia diferente e muito produtivo.

         Abraçou a mãezinha com amor, e, juntos, fizeram uma prece a Jesus, gratos pelas lições daquele dia.
Tia Célia
Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita 

O Sequestro Relampago






Quando o executivo Mário despertou da pontada no coração, estava num cemitério rodeado de homens mal encarados. A noite escura de sons macabros. Tentou relembrar o que havia feito naquela segunda-feira macabra.

Naquela manhã de segunda-feira, despertou com uma sensação diferente. Sentiu um aperto no peito seguido de uma inquietação incomum. Lavou o rosto e sentiu-se melhor. "São os negócios e as preocupações. Preciso viajar um pouco."- concluiu, enquanto escovava os dentes.

Chegou à sua empresa com meia hora de atraso. Os funcionários estavam à sua espera. Pareciam ansiosos e tensos.

O empresário desculpou-se. Sentou-se à cabeceira da mesa e começou a reunião. De repente, uma dor repentina atravessou seu peito como se fosse um punhal arrancando suas entranhas. O suor escorreu pela camisa branca de linho. Desmaiou.

Quando acordou, estava naquele cemitério.

"Deve ser um sequestro relâmpago!"- pensou, enquanto olhava à sua volta.

" Que cativeiro mais singular! Será que vão me apagar ou pedir resgate? Cadê meu celular?- pensou aflito. O celular havia desaparecido. E,também, o maço de cigarros, vício de mais de quarenta anos.

- O que vocês querem de mim? É um sequestro relâmpago, não é? - perguntou , enquanto olhava para os lados.

- Está preocupado com sua fortuna e a empresa?- perguntou um homem encapuzado que surgiu naquele instante.

O empresário recuou assustado e gritou:

- Cadê meu celular? Avisaram minha família? Estão querendo resgate, não é? Vocês estão muito enganados! Estou praticamente falido! - arriscou , enquanto baixava os olhos. A dor no peito não dava trégua.

- Queremos sua alma!- respondeu outro homem encapuzado. Surgiram muitos homens encapuzados à sua volta. O ambiente sinistro, aterrorizante. O empresário estava com a camisa ensopada de suor.

- Esses homens devem estar drogados.- pensou, disfarçando o pavor que o acometia. O que seria dele nas mãos daqueles bandidos?

Sentiu um soco no rosto. Os homens deram gostosas gargalhadas. Talvez quisessem apenas sua morte por algum motivo torpe: vingança.

O empresário começou a enfileirar mentalmente os seus inúmeros e incontáveis inimigos.

Era muito dinheiro em jogo. Sua fortuna construída através de operações desonestas e muita corrupção. Não era querido na empresa. Sua fama era de um patrão déspota e exigente. Tratava os funcionários com autoritarismo. Falavam mal dele pelas costas. Se os sequestradores o matassem, o seu genro ficaria com toda a fortuna.

- Saia da nossa frente, homem estúpido.- ordenou um encapuzado.- Nós vamos nos encontrar mais tarde.- ameaçou com voz cavernosa. Os outros o seguiram.

O empresário ficou sozinho encostado a um dos túmulos. Tentou se recompor a muito custo. O corpo doía muito. A cabeça latejava.

Mário certificou-se de que os bandidos haviam fugido e saiu correndo. Pensou aliviado: " O que deu neles? Fugiram sem pedir dinheiro?"

Pulou o muro do cemitério. Não acreditou quando chegou à sua casa. Era uma bela mansão incrustada num condomínio de luxo onde morava sua filha interesseira, a espôsa adúltera e seu genro mau caráter.

O pastor alemão Bóris o saudou alegremente abanando o rabo. O homem observou um movimento incomum no portão de entrada. A casa estava cheia de gente.

Entrou em casa. A sala cheia. Estariam preocupados com sua ausência? Por que ninguém o notara?

Falou com a espôsa. Ela não respondeu. Estava sentada no sofá e um homem segurava sua mão.

"Já sei! Deve ser o salafrário do amante. O que faz aqui? Ah, vou acabar com ele! Será que chamaram a polícia?"- pensou o empresário.

Seu genro conversava com um senhor calvo. O empresário ouviu cada uma de suas palavras:

- Pois é, Miguel. Agora, a empresa vai tomar jeito! O pão duro do meu sogro bateu com às dez. O coração dele parou! Enfarte fulminante! O homem fumava 3 maços de cigarro por dia! Fique tranquilo, Miguel, porque você será meu assessor. - afirmou com orgulho.

O empresário empalideceu. E, se a gente pudesse morrer duas vezes, o homem infartado e devidamente morto caiu duro no chão!

Um vulto de luz se aproximou daquele espírito recém- desencarnado e entorpecido pelo choque. O empresário abriu os olhos e murmurou, enquanto a sombra iluminada o amparava:

- O que aconteceu comigo? Quem é você?- perguntou , enquanto uma dor aguda atravessava seu peito.

- Sou o seu protetor. Você morreu hoje, meu filho. Exatamente às 10 da noite, depois de algumas horas na U.T.I de um hospital. Estão preparando seu corpo para o velório. Fique tranquilo!

- O que? Você é louco? Está falando do meu suposto funeral e pede que eu fique tranquilo?- berrou com estranheza.- Está conspirando contra mim e ajudando meu genro, não? Estão querendo me enlouquecer?!! Vocês fingiram me sequestrar, fugiram e agora querem me enlouquecer.- o empresário estava com os olhos arregalados.

- Você desencarnou, Mário! Seu corpo morreu, mas seu espírito é eterno. Foi atraído para o cemitério por conta dos seus inimigos espirituais. Vamos para outro lugar, porque vai precisar de tratamento. Mereceu esse privilégio, porque apesar de todas as falcatruas, foi um bom filho. Sua mãezinha deseja ajudá-lo, Mário! Ela está num plano de luz!- tentou explicar aquela sombra iluminada.

Mário enxugou o suor com as mãos crispadas de medo.

Aquele homem era louco! Não podia ser! Quantos anos de sacrifícios, ligações torpes e arriscadas, para juntar fortuna e agora? Morto?!! Não , era um complô para enlouquecê-lo. Precisava procurar um advogado imediatamente.

O empresário afastou-se do seu mentor espiritual, enquanto uma sombra escura apareceu na sua frente. Era um dos espíritos encapuzados do cemitério que estava devidamente disfarçado. Vestia terno e gravata. Olhou para o executivo com ar circunspecto e quase ordenou:

- Vamos , doutor! Venha comigo! Minha equipe de profissionais vai ajudá-lo a colocar todos esses salafrários na cadeia e livrá-lo do hospício.

- O que? Estão querendo me internar num hospício? Mas esse homem de branco afirma que eu morri...- falou, com ar confuso.

- O senhor é muito ingênuo!- afirmou o obsessor meneando a cabeça. - Venha logo com a gente! Se não vier , vão lhe surrupiar a fortuna e interná-lo num hospício.

Mário pensou nos seus dólares, na fortuna e seguiu os obsessores. Traçara o próprio destino baseado no apêgo e no egoísmo. Mesmo os apelos maternos não foram ouvidos. Cada um vive a realidade que merece!

O seu mentor espiritual meneou a cabeça com tristeza e desapareceu!

Quando a morte chega "ninguém leva o que tem , mas o que é !"




Mário traçou seu próprio destino. 


Sandra Cecília

O Amor



"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." I Coríntios 13:4-7

Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinha filhos. Moravam em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranqüila, alegre, e ambos se amavam muito.
Eram felizes. Até que um dia…
Aconteceu um acidente com a senhora.
Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo.
O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la.
O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo.
Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída.
Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.
Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada.
Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto.
Chegando no quarto de sua senhora, ela foi falando:

-Tudo bem com você meu amor?
-Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar, mas fique tranqüila amor que sua beleza está gravada em meu coração para sempre.
Então triste pelo esposo, a senhora disse-lhe:
-Deus vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe as visão para que não presencie esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.
Passado algum tempo e recuperados, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido esposo, e ele todos os dias dizia-lhe:
-COMO EU TE AMO!
E assim viveram 20 anos até que a senhora veio a desencarnar.
No dia de seu enterro, quando todos se despediam, então veio aquele senhor sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão, beijando o rosto e acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante:
-"Como você é linda meu amor, eu te amo muito".
Ouvindo e vendo aquela cena um amigo que esta ao lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre e, olhando nos olhos dele, o velhinho apenas falou:
-Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados!
Na vida temos que provar que amamos!
Muitas vezes de uma forma difícil
E, para sermos felizes, temos que fechar os olhos para muitas coisas, mas o importante é que se faça única e intensamente com AMOR!
Autor Desconhecido
Contribuição de Denize Machado