Páginas

25 de outubro de 2011

O Castigo de Loki


Depois de haver provocado a morte de Balder, o mais querido dos deuses, ainda sobrara ruindade bastante a Loki, o mais perverso, para impedir que o primeiro retornasse do mundo dos mortos. Ele se recusou a lamentar o desaparecimento de Balder (condição imposta por Hei, a deusa da morte, para que aquilo ocorresse). Com isto, Odin perdera, definitivamente, o seu filho e também a paciência, decidindo punir, de uma vez, as maldades de Loki.

Este, entretanto, que era tudo menos idiota, farejara logo o perigo e, por isto, tratara imediatamente de desaparecer, buscando refúgio num local ermo e inacessível. Para tanto, escolheu o pico da mais alta montanha que pôde encontrar. Ali, construiu uma cabana, dotada estrategicamente de quatro portas cada qual voltada para um lado do mundo, de modo a não ser pego desprevenido. Mas isto somente à noite, porque durante o dia metamorfoseava-se em um enorme salmão, mergulhando nas águas de uma cachoeira que corria ao pé da montanha. "Aqui dentro, eles jamais me encontrarão!", pensava o Loki-salmão, sempre que descia às profundezas e gozava da proteção e liberdade que aquele lugar lhe proporcionava. "Impressionante como um peixe podia ser livre", pensava todas as vezes que subia até a superfície e depois mergulhava outra vez até quase roçar as algas que se embalavam no fundo numa elegante e graciosa coreografia. -Céus, isto é quase como voar!... - dizia eufórico aos outros peixes, que ficavam, no entanto, observando-o com aquele olhar parado e idiota, que só os peixes e os empregados de qualquer emprego que exista neste mundo possuem.

Mas, ele sabia também que o paraíso do qual gozava era efêmero (como de resto, todos os paraísos), porque estava contaminado pelo remorso - ou seja, pelo medo de uma punição. Então, a idéia obsessiva que ronda o pensamento de todo os perseguidos, apossou-se também de seu cérebro: Como escapar ao perseguidor! "Um peixe é pescado, naturalmente, e para isto se usa um anzol", pensou ele, enquanto nadava no fundo de um lado para o outro. "Conseqüentemente, a partir de hoje, jamais morderei qualquer coisa que me surja presa num anzol!", completou, aplaudindo se todo com suas nadadeiras. (Pode parecer uma conclusão demasiado óbvia para nós, mas, levando-se em conta que milhões de peixes ainda não foram capazes de perceber uma trapaça ordinária como esta, isto já foi um grande passo.)

Em seguida, dando seqüência ao seu raciocínio - lembremos que ele pensou tudo isto com seu minúsculo cérebro de salmão - começou a imaginar um outro meio de que se poderiam servir os deuses para capturá-lo. Durante o dia inteiro, esteve a matutar sobre os mil estratagemas possíveis até que teve uma idéia verdadeiramente espantosa: "E se eles confeccionassem uma cortina de arame e a arrastassem pela água até me capturar?" (Aqui é preciso esclarecer que a rede de pesca ainda não fora inventada, daí, a denominação tosca e improvisada.)

Esta possibilidade inquietou profundamente o coração de Loki, que correu imediatamente para a sua casa no alto da montanha e se pôs a fabricar uma destas "cortinas de arame". "Se eu não for capaz de fabricar um artefato suficientemente forte para ser nele apanhado, ninguém o conseguirá, eis que sou o mais esperto dos deuses!", pensou ele, convicto de que só quando chegasse a esta certeza teria sossego para nadar em paz novamente nas águas refrescantes da sua cachoeira.

Odin, entretanto, não desistira ainda de localizar o assassino de seu mais amado filho; por isto, sentado em seu trono, Hlidskialf, de onde podia observar tudo que se passava nos quatro cantos do mundo, percorria, dia após dia, com olhar atento, cada centímetro dos nove mundos, à procura de Loki. - Mais cedo ou mais tarde meu único olho pousará sobre ele e, então, ai de seu pescoço...! - dizia Odin aos demais deuses reunidos à sua volta. - De repente, o velho deus deu um pulo do trono, seguido de um grito: - Arrá! Lá está o patife...!

E, lá estava mesmo: sentado num banco, Loki costurava calmamente a sua rede.

- O que o idiota está fazendo? - perguntou Odin, sem nada entender. -Então, reunindo os deuses da sua assistência, partiu logo à caça de Loki. Mas, este, que mantinha as quatro portas de sua casa, no alto da montanha, permanentemente abertas, pressentiu a chegada dos intrusos tão logo estes começaram a escalar o monte. "Malditos!", exclamou ele, juntando a rede e correndo a lançá-la na lareira da sala. Seu semblante era de puro terror, pois, neste meio tempo, ele havia descoberto que aquela rede seria o instrumento ideal para a sua captura. - Queima, desgraçada, queima de uma vez...! - dizia ele, com as bochechas escarlates do esforço de assoprar as chamas, que envolviam rapidamente a rede.

Infelizmente, não pôde esperar mais, pois os intrusos já galgavam os últimos metros antes de chegar ao seu refúgio. Transformando-se novamente em salmão, deu um mergulho magnífico do alto até atingir a cachoeira com um golpe surdo, desaparecendo nas profundezas antes que se pudesse avistá-lo.

- Vamos, revistem tudo por aqui! - disse Odin, esquadrinhando cada canto da casa com seu único olho raiado de sangue.

Então, um grito estentóreo partiu da sala: - Odin, meu pai, venha cá ver o que encontrei! - Era Thor quem retirava os restos da rede da lareira, tentando apagar as línguas de fogo, que ainda a percorriam.

- O que é isto? - disse o velho deus, cocando a cabeça.

- Um cobertor de verão, ao que parece - disse Thor, indeciso.

- Uma teia de aranha gigante - aventurou Kvasir (um deus que teve uma origem estranha, tendo nascido do cuspo dos deuses numa escarradeira sagrada).

 Mas, Odin, que era o mais sábio dos deuses - não à toa perdera um de seus olhos para adquirir o saber - depois de farejar a rede e sentir nela um cheiro inequívoco de peixe, logo compreendeu tudo: - Ah, então, era por isto que o maldito tecia esta malha! - esbravejou. - Dê-me logo este anzol trançado e vamos direto para a cachoeira!

Assim, os três deuses desceram, rapidamente, a íngreme montanha, levando consigo o tal "anzol trançado" (como toda coisa inédita, a rede recebia a cada instante uma nova denominação). - Agora, lancem-na sobre a água! - ordenou Odin, tão logo, viram-se todos ao pé da cachoeira.

- Deixe comigo, deus poderoso! - disse Thor, fazendo um bolo compacto da rede e lançando-a sobre a água com um arremesso viril.

- Não, idiota!... - exclamou o velho deus, levando as duas mãos a cabeça. - Aberta, imbecil! Lance-a toda aberta!

A rede foi, imediatamente, recolhida pelo deus do trovão, espichada e lançada outra vez. Como uma toalha esgarçada, ela voou pelos ares e foi cair sobre o rio com um plaf! sonoro, ficando depois a boiar acima das ondas de maneira inútil e melancólica. Odin abaixou os olhos com um ar de desânimo: “É triste... muito triste!...", pensou ele, meditando, com certeza, sobre o poder de raciocínio de seu amado filho. Assumindo, então, o comando das operações, ordenou que Kvasir segurasse uma ponta enquanto ele seguraria a outra.

- Você, Thor, ficará à espreita, para o caso de Loki pular por cima, entendeu?

Thor ficou com o olhar perdido por alguns instantes, enquanto a cachoeira continuava a despejar as suas águas em seu arremesso incessante.

- Mas, meu deus, entendeu?... - exclamou Odin, arregalando a órbita vazia.

- Claro, meu pai! - disse Thor, cujos neurônios haviam, finalmente, chegado a um consenso.

No primeiro arrastão, Loki-salmão conseguiu escapar com um jogo de corpo verdadeiramente admirável; no segundo, arrastou-se pelo cascalho do rio, enquanto a malha apenas lhe roçara uma das barbatanas; mas, na terceira vez, viu-se obrigado a pular para fora da água, sendo apanhado, imediatamente, pela mão ágil de Thor. - Peguei-o! - gritou ele, em triunfo. - Aqui está!...

Loki viu-se obrigado a readquirir a sua forma humana ao ver-se frente a frente com Odin. Chegara, afinal, a hora do acerto de contas.

- Agora, desgraçado, pagará pela morte de Balder, meu saudoso filho! - disse Odin, cujos cantos da boca espumavam.

Loki foi levado para uma gruta profunda e desabitada, por um caminho que só Odin conhecia. Uma vez ali, foi amarrado a três rochas imensas - com cordas retiradas dos tendões de Narvi, um dos filho de Loki, que fora morto expressamente para isto -, de modo que não pudesse jamais se libertar.

Mas mesmo aquele castigo pareceu a Odin suave demais. Por isso, ordenou à giganta Skadi - que se tornara inimiga de Loki, após ter sido repudiada por ele – que encantasse uma serpente e a mantivesse pendurada sobre o rosto de Loki. De sua boca, escorria uma baba peçonhenta e incessante que, ao atingir as faces do deus, provocavam-lhe uma dor intolerável. Achando, então, que aquele castigo era cruel o bastante, Odin retirara-se com os demais deuses. - Aí, ficará até o final dos tempos, tal como o seu odioso e carniceiro filho! - disse Odin, referindo-se ao gigantesco lobo Fenris, terror dos deuses, que estes também haviam aprisionado há muito tempo.

Entretanto, passados alguns dias, a esposa de Loki, a fiel e dedicada Sigyn, dera um jeito de descobrir o local onde o esposo estava aprisionado. Desafortunadamente, nem ela nem ninguém seriam capazes de libertar Loki de suas cadeias. Por isso, não lhe restou outra alternativa senão mitigar-lhe os seus sofrimentos. Tomando de um cálice, ela, desde então, permanece noite e dia ao lado do desgraçado deus, recolhendo o veneno que pinga da boca da serpente para que seu amado esposo tenha um descanso nos seus tormentos. Quando o cálice enche, entretanto, ela é obrigada a esvaziá-lo e algumas gotas atingem o rosto de Loki, que se contorce em indizíveis espasmos.

- Mulher idiota! - guinchava ele, em meio aos seus pavorosos estertores. - Não podia ter arranjado um cálice maior?

Sigyn, com a alma dilacerada pela dor, fazia menção de sair para ir buscar um outro maior. Mas, agora, Loki já não suportava a idéia de ter de esperar o seu retorno sob aquele tormento infame. Por isto, tão logo, ela esvaziava o pequeno cálice, ele implorava à esposa que o recolocasse, imediatamente, sobre a sua cabeça e, assim, seguirão ambos nesta pavorosa rotina até que chegue o dia da esperada Ragnarok, a terrível conflagração final, que porá fim ao mundo dos deuses. Neste dia, Loki será finalmente liberto do seu suplício para comandar as hostes malignas que enfrentarão os deuses, provocando a morte de todos, inclusive a dele próprio, uma vez que todos os autores de crimes nefandos, bem como todos aqueles que os puniram com desmedida crueldade, serão banidos para sempre deste mundo.


Conto e lenda extraída do livro "As melhores histórias da mitologia nórdica" de A. S. Franchini / Carmen Seganfredo.



         Certa vez uma Anjo de rutilante beleza desceu à Terra.

         Estava à procura de uma criança que pudesse servir de ligação entre a Terra e o Céu, e que tivesse desenvolvido sentimentos nobres, boa-vontade e o amor ao próximo.

         Como recompensa, essa criança teria a ventura de fazer uma visita a planos superiores, com a finalidade de aprendizado e recreação, durante as horas consagradas ao repouso noturno.

         Passando por certa cidade, o Anjo viu um garoto que parecia simpático. Aproximou-se e convidou-o a ajudar uma família muito necessitada das redondezas. O menino respondeu:

         — Agora não posso! Preciso destruir um ninho de pardais que andam estragando as frutas do nosso pomar. Talvez mais tarde...

         E, assim dizendo, apanhou o estilingue e afastou-se.

         O Anjo baixou a cabeça muito triste ao ver a MALDADE do garoto, e foi embora.

         Mais adiante encontrou uma menina e aproximou-se, esperançoso, convidando-a para ajudar os necessitados. Ela pensou um pouco e respondeu, pesarosa:

         — Agora não posso. É minha hora de brincar e meus amigos estão esperando. Mais tarde, talvez...

         O Anjo sorriu de leve ao perceber o EGOÍSMO da criança e afastou-se, triste.

         Mais tarde, o Anjo encontrou um garoto e abordou-o, otimista. O menino, que parecia não ter problema nenhum, morava numa bela casa e estava desocupado, respondeu imediatamente:

         — Ah! Não sei não. Tem certeza de que são necessitados mesmo? Veja aquele moleque de rua que está no meu portão. É um malandro e procura apenas uma maneira de se aproximar de minha casa para roubar. Essa “gentinha” não me engana. Fora! Fora! Vadio! Vá trabalhar!

         Ao ouvir as palavras cruéis e cheias de ORGULHO do garoto, o Anjo afastou-se sem dizer nada.

         E assim, prosseguiu em sua busca sem encontrar a criança que apresentasse os requisitos necessários, isto é, boa-vontade e amor ao próximo.

         Estava quase desistindo, quando viu um garoto maltrapilho. Aproximou-se e fez-lhe o mesmo convite, embora sem muita esperança, pois o menino aparentava ser bem pobre.

         Os olhos do menino brilharam ao ouvir o convite do Anjo e respondeu, incontinenti:

         — Ah, vou sim! O senhor pode me aguardar só um pouquinho? Estou voltando do mercado onde fui fazer umas compras para o almoço. Moro aqui perto. Vamos até em casa?

         O Anjo o acompanhou mais animado, notando-lhe a boa-vontade. Lá chegando, verificou a extrema pobreza em que sua família vivia.

         Já na entrada, o menino conversou amigavelmente com os passarinhos e galinhas que vieram encontrá-lo.

         — Ah, meus amigos! Pensam que me esqueci de vocês? Aqui está o que lhes trouxe — e, assim dizendo, tirou do bolso da calça um pedaço de pão duro que ganhara e distribuiu com as aves famintas.

         Em seguida, entrou em casa.

         — Mamãe! — disse o menino. — Vou sair para visitar umas pessoas necessitadas. Posso levar-lhes alguma coisa? Devem estar passando fome. Sei que temos pouco, mas eu não preciso de nada, por isso levarei a parte que me cabe. Não se preocupe com o serviço; arrumarei a cozinha quando voltar. Está bem?

         Ao ouvir as palavras do menino, o Anjo compreendeu que encontrara o que tanto tinha procurado.

         Foi com os olhos úmidos de emoção que acompanhou o garoto até o lar que precisava de ajuda.

         Com carinho, o menino atendeu a todos: Tratou de um doente, deu banho no caçula da casa e ajudou a senhora no serviço doméstico. Quando terminou estava cansado, mas feliz.

         Disse à dona da casa:

         — Não se preocupe. Vou tentar arrumar serviço para seu marido. Dou uma ajuda de vez em quando numa casa muito rica e tenho certeza que o dono, que é um homem muito bom, poderá arranjar alguma ocupação para ele.

         Fez uma pausa e concluiu:

         — Tenha muita confiança em Deus! Ele não nos desampara nunca.

         A pobre mulher, mais animada, agradeceu sensibilizada a ajuda que recebera, e o garoto despediu-se, prometendo voltar assim que pudesse.

         O Anjo, profundamente emocionado, ao deixarem a casa disse ao menino:

         — Parabéns! Você merece um prêmio pela sua BOA-VONTADE e AMOR AO PRÓXIMO. Receberá, de hoje em diante, toda a ajuda que lhe for necessária para o prosseguimento de sua tarefa de ajuda ao semelhante, porque Deus precisa do concurso de todas as pessoas de bem para a implantação do seu Reino de Amor na face da Terra.

         Naquela noite o garoto teve lindos sonhos, sendo levado para regiões mais felizes do Plano Espiritual onde receberia instruções para trabalhar, acordando no dia seguinte com ânimo renovado para enfrentar a vida.
Tia Célia
Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita

Fazendo o Bem


Durante uma aula de Evangelização, entre todas as coisas que a professora falou, Bentinho gravou mentalmente de modo especial que todos temos tarefas a cumprir e que devemos sempre fazer o bem aos outros.

         Bentinho, garoto esperto e inteligente, ouviu e guardou dentro do coração as palavras da professora.

         No dia seguinte, no horário do recreio, viu uma colega tentando resolver um problema de matemática. Bentinho lembrou-se do que a professora tinha dito e não teve dúvidas, parou e, como tinha facilidade para matemática, em poucos minutos resolveu a questão.

         A garota agradeceu, encantada, e Bentinho afastou-se satisfeito, pensando: Fiz a minha primeira boa ação do dia.

         Na saída da escola, passou por uma casa onde um garotinho tentava empinar uma pipa sem muito sucesso. Num impulso, aproximou-se e, tomando o brinquedo das mãos do menino, rapidamente colocou a pipa no céu.

         O garoto agradeceu, surpreso, segurando o carretel de linha que mantinha a pipa no ar, e Bentinho prosseguiu seu caminho sentindo-se cada vez melhor. Fizera sua segunda boa ação do dia e um grande bem-estar o inundava por dentro.

         Mais adiante, pouco antes de chegar a sua casa, viu um menino abaixado junto a uma bicicleta. Aproximou-se e percebeu que ele estava com problemas. A corrente tinha saído do lugar. Imediatamente, Bentinho ajoelhou-se e, com presteza, arrumou a corrente. O menino agradeceu e foi embora.

         Bentinho entrou em casa todo orgulhoso.

         Contou à mãe o que tinha feito naquela manhã e ela deu-lhe os parabéns pela ajuda às três crianças. Depois, perguntou:

         — E agora? O que pretende fazer, meu filho?

         — Vou almoçar e depois ficarei lá fora vendo se posso ajudar mais alguém hoje.

         A mãe escutou e não disse nada.

         Depois do almoço Bentinho ficou no portão, esperando o que ia acontecer.

         Mais tarde, ele voltou para casa, satisfeito, e contou para a mãe:

         — Mamãe, ajudei uma senhora a atravessar a rua. Depois, ajudei o carteiro a entregar todas as correspondências.

         Bentinho parou de falar, sorriu e concluiu cheio de orgulho:

         — Estou exausto, mas muito feliz, mamãe. Agora vou tomar um banho, jantar e dormir.

         A mãe olhou-o com seriedade e considerou:

         — Bentinho, muito louvável seu desejo de ajudar as pessoas, meu filho. Todavia, e suas tarefas, quem fará?

         Bentinho arregalou os olhos, como se só naquele momento tivesse se lembrado de seus deveres.

         — Mas, mamãe... — gaguejou, decepcionado —, achei que estava fazendo a coisa certa!

         — Sim, meu filho. Só que ajudar aos outros é algo mais que podemos fazer, sem esquecer nossas próprias obrigações. A professora não disse que todos têm suas tarefas a cumprir?

         — É verdade. E agora?

         — Agora, você tem os deveres da escola para fazer, o quarto para arrumar, os brinquedos para guardar. Ah! E ainda ficou de consertar a bicicleta de seu irmão, lembra-se?

         — Mas já é tarde! — reclamou o garoto.

         — Não é tão tarde assim. Você ainda tem algum tempo antes do jantar.

         Vendo que a mãe estava irredutível, Bentinho baixou a cabeça e foi cumprir suas obrigações. Em seguida, tomou banho e jantou. Depois da refeição, extremamente cansado, foi logo dormir.

         A mãe entrou no quarto para fazer a oração com ele.

         Sentou-se na beirada da cama e, acariciando os cabelos do filho, disse:

         — Meu filho, eu estou muito orgulhosa de você hoje. Fez a coisa certa ajudando às pessoas. Só que, no impulso de ser útil, não podemos ultrapassar o limite da ajuda realizando a tarefa pelo outro.

         — Como assim, mamãe?

         — Por exemplo. Fazendo a tarefa de matemática para sua colega, você a impediu de aprender. O mais correto seria tê-la ensinado a resolver o problema. Entendeu?

         — Entendi, mamãe. Quer dizer que eu poderia ter ajudado o garotinho a empinar a pipa, mas não a fazê-lo por ele, não é? Assim também com o garoto da bicicleta. Se eu o tivesse ensinado a colocar a corrente, em outra ocasião ele saberia fazer isso sozinho. E o carteiro?

         — A questão do carteiro é mais complexa, meu filho. A responsabilidade por entregar a correspondência pertence a ele. O carteiro ganha para isso. E se você tivesse feito algo errado? Como entregar uma correspondência importante em endereço diferente? Ou se perdesse uma carta? A responsabilidade seria dele e ele sofreria as consequências.

         — Tem razão, mamãe. Mas acho que agi bem quando ajudei a senhora a atravessar a rua.

         — Exatamente, meu filho, embora tudo o que você fez hoje tenha sido bom. Só não devemos tirar a oportunidade das pessoas de aprenderem fazendo suas obrigações.

         — Nem de nos esquecermos de fazer as nossas!

         Bentinho estava contente. Tinha sido um dia diferente e muito produtivo.

         Abraçou a mãezinha com amor, e, juntos, fizeram uma prece a Jesus, gratos pelas lições daquele dia.
Tia Célia
Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita 

O Sequestro Relampago






Quando o executivo Mário despertou da pontada no coração, estava num cemitério rodeado de homens mal encarados. A noite escura de sons macabros. Tentou relembrar o que havia feito naquela segunda-feira macabra.

Naquela manhã de segunda-feira, despertou com uma sensação diferente. Sentiu um aperto no peito seguido de uma inquietação incomum. Lavou o rosto e sentiu-se melhor. "São os negócios e as preocupações. Preciso viajar um pouco."- concluiu, enquanto escovava os dentes.

Chegou à sua empresa com meia hora de atraso. Os funcionários estavam à sua espera. Pareciam ansiosos e tensos.

O empresário desculpou-se. Sentou-se à cabeceira da mesa e começou a reunião. De repente, uma dor repentina atravessou seu peito como se fosse um punhal arrancando suas entranhas. O suor escorreu pela camisa branca de linho. Desmaiou.

Quando acordou, estava naquele cemitério.

"Deve ser um sequestro relâmpago!"- pensou, enquanto olhava à sua volta.

" Que cativeiro mais singular! Será que vão me apagar ou pedir resgate? Cadê meu celular?- pensou aflito. O celular havia desaparecido. E,também, o maço de cigarros, vício de mais de quarenta anos.

- O que vocês querem de mim? É um sequestro relâmpago, não é? - perguntou , enquanto olhava para os lados.

- Está preocupado com sua fortuna e a empresa?- perguntou um homem encapuzado que surgiu naquele instante.

O empresário recuou assustado e gritou:

- Cadê meu celular? Avisaram minha família? Estão querendo resgate, não é? Vocês estão muito enganados! Estou praticamente falido! - arriscou , enquanto baixava os olhos. A dor no peito não dava trégua.

- Queremos sua alma!- respondeu outro homem encapuzado. Surgiram muitos homens encapuzados à sua volta. O ambiente sinistro, aterrorizante. O empresário estava com a camisa ensopada de suor.

- Esses homens devem estar drogados.- pensou, disfarçando o pavor que o acometia. O que seria dele nas mãos daqueles bandidos?

Sentiu um soco no rosto. Os homens deram gostosas gargalhadas. Talvez quisessem apenas sua morte por algum motivo torpe: vingança.

O empresário começou a enfileirar mentalmente os seus inúmeros e incontáveis inimigos.

Era muito dinheiro em jogo. Sua fortuna construída através de operações desonestas e muita corrupção. Não era querido na empresa. Sua fama era de um patrão déspota e exigente. Tratava os funcionários com autoritarismo. Falavam mal dele pelas costas. Se os sequestradores o matassem, o seu genro ficaria com toda a fortuna.

- Saia da nossa frente, homem estúpido.- ordenou um encapuzado.- Nós vamos nos encontrar mais tarde.- ameaçou com voz cavernosa. Os outros o seguiram.

O empresário ficou sozinho encostado a um dos túmulos. Tentou se recompor a muito custo. O corpo doía muito. A cabeça latejava.

Mário certificou-se de que os bandidos haviam fugido e saiu correndo. Pensou aliviado: " O que deu neles? Fugiram sem pedir dinheiro?"

Pulou o muro do cemitério. Não acreditou quando chegou à sua casa. Era uma bela mansão incrustada num condomínio de luxo onde morava sua filha interesseira, a espôsa adúltera e seu genro mau caráter.

O pastor alemão Bóris o saudou alegremente abanando o rabo. O homem observou um movimento incomum no portão de entrada. A casa estava cheia de gente.

Entrou em casa. A sala cheia. Estariam preocupados com sua ausência? Por que ninguém o notara?

Falou com a espôsa. Ela não respondeu. Estava sentada no sofá e um homem segurava sua mão.

"Já sei! Deve ser o salafrário do amante. O que faz aqui? Ah, vou acabar com ele! Será que chamaram a polícia?"- pensou o empresário.

Seu genro conversava com um senhor calvo. O empresário ouviu cada uma de suas palavras:

- Pois é, Miguel. Agora, a empresa vai tomar jeito! O pão duro do meu sogro bateu com às dez. O coração dele parou! Enfarte fulminante! O homem fumava 3 maços de cigarro por dia! Fique tranquilo, Miguel, porque você será meu assessor. - afirmou com orgulho.

O empresário empalideceu. E, se a gente pudesse morrer duas vezes, o homem infartado e devidamente morto caiu duro no chão!

Um vulto de luz se aproximou daquele espírito recém- desencarnado e entorpecido pelo choque. O empresário abriu os olhos e murmurou, enquanto a sombra iluminada o amparava:

- O que aconteceu comigo? Quem é você?- perguntou , enquanto uma dor aguda atravessava seu peito.

- Sou o seu protetor. Você morreu hoje, meu filho. Exatamente às 10 da noite, depois de algumas horas na U.T.I de um hospital. Estão preparando seu corpo para o velório. Fique tranquilo!

- O que? Você é louco? Está falando do meu suposto funeral e pede que eu fique tranquilo?- berrou com estranheza.- Está conspirando contra mim e ajudando meu genro, não? Estão querendo me enlouquecer?!! Vocês fingiram me sequestrar, fugiram e agora querem me enlouquecer.- o empresário estava com os olhos arregalados.

- Você desencarnou, Mário! Seu corpo morreu, mas seu espírito é eterno. Foi atraído para o cemitério por conta dos seus inimigos espirituais. Vamos para outro lugar, porque vai precisar de tratamento. Mereceu esse privilégio, porque apesar de todas as falcatruas, foi um bom filho. Sua mãezinha deseja ajudá-lo, Mário! Ela está num plano de luz!- tentou explicar aquela sombra iluminada.

Mário enxugou o suor com as mãos crispadas de medo.

Aquele homem era louco! Não podia ser! Quantos anos de sacrifícios, ligações torpes e arriscadas, para juntar fortuna e agora? Morto?!! Não , era um complô para enlouquecê-lo. Precisava procurar um advogado imediatamente.

O empresário afastou-se do seu mentor espiritual, enquanto uma sombra escura apareceu na sua frente. Era um dos espíritos encapuzados do cemitério que estava devidamente disfarçado. Vestia terno e gravata. Olhou para o executivo com ar circunspecto e quase ordenou:

- Vamos , doutor! Venha comigo! Minha equipe de profissionais vai ajudá-lo a colocar todos esses salafrários na cadeia e livrá-lo do hospício.

- O que? Estão querendo me internar num hospício? Mas esse homem de branco afirma que eu morri...- falou, com ar confuso.

- O senhor é muito ingênuo!- afirmou o obsessor meneando a cabeça. - Venha logo com a gente! Se não vier , vão lhe surrupiar a fortuna e interná-lo num hospício.

Mário pensou nos seus dólares, na fortuna e seguiu os obsessores. Traçara o próprio destino baseado no apêgo e no egoísmo. Mesmo os apelos maternos não foram ouvidos. Cada um vive a realidade que merece!

O seu mentor espiritual meneou a cabeça com tristeza e desapareceu!

Quando a morte chega "ninguém leva o que tem , mas o que é !"




Mário traçou seu próprio destino. 


Sandra Cecília

O Amor



"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." I Coríntios 13:4-7

Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinha filhos. Moravam em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranqüila, alegre, e ambos se amavam muito.
Eram felizes. Até que um dia…
Aconteceu um acidente com a senhora.
Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo.
O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la.
O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo.
Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída.
Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.
Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada.
Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto.
Chegando no quarto de sua senhora, ela foi falando:

-Tudo bem com você meu amor?
-Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar, mas fique tranqüila amor que sua beleza está gravada em meu coração para sempre.
Então triste pelo esposo, a senhora disse-lhe:
-Deus vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe as visão para que não presencie esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.
Passado algum tempo e recuperados, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido esposo, e ele todos os dias dizia-lhe:
-COMO EU TE AMO!
E assim viveram 20 anos até que a senhora veio a desencarnar.
No dia de seu enterro, quando todos se despediam, então veio aquele senhor sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão, beijando o rosto e acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante:
-"Como você é linda meu amor, eu te amo muito".
Ouvindo e vendo aquela cena um amigo que esta ao lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre e, olhando nos olhos dele, o velhinho apenas falou:
-Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados!
Na vida temos que provar que amamos!
Muitas vezes de uma forma difícil
E, para sermos felizes, temos que fechar os olhos para muitas coisas, mas o importante é que se faça única e intensamente com AMOR!
Autor Desconhecido
Contribuição de Denize Machado

Lenda Cigana


Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem..
..

30 de julho de 2011

Filmes

Filmes de Ficção Cientificas no Brasil, são que nem E.Ts, poucos viram muitos dizem que eles não existem mas eles existem.

        
  • Nada Consta(Santiago Delape):Brasília, 2017. Randau do Congo Naya precisa viajar à lua para se casar com Póla Harrison. É nessa hora que ele gostaria de não ter protestado contra a criação do Governo Mundial Robótico. Malditos robôs!

  •     
  • Aranhas Tropicais (André Francioli): Humor, aventura e ficção científica. Através de uma inusitada combinação entre ciência e cultura de massa, a americana Suzan, auxiliada por um super-heróis do trópicos, realiza experiências genéticas.

  •     
  • Nº19(Paulo Miranda):Experiência científica neurológica feita em um pequeno grupo de crianças, em um laboratório secreto.

  •     
  • Alphaville 2007 D.C. (Paulinho Caruso):Uma Ficção Cientéfica sobre o Terceiro Mundo...

28 de dezembro de 2010

CANÇÕES DE NINAR PARA ROBÔS ASSASSINOS

É FATO QUE EU ESTAVA DANDO UM TEMPO PARA ESSE BLOG. MAS NO GOOGLE A ROCURA DE UM CONTO CLÁSSICO QUE ME TROUXESSE EXPIRAÇAO, PORÉM O QUE EU ACHEI, FOI UM CONTO MODERNO DE FICÇAO CIENTIFICA BRASILEIRA, QUE UNE O SARCASMO E A FICÇAO NA MEDIDA CERTA. LEIA QUE VOCE NAO VAI SE ARREBENDER.
Clik no titulo e saiba mais...

19 de novembro de 2010

A menina e o Gigante: Estamos mais perto da Ficção:

 

A produção brasileira A Menina e o Gigante está fazendo sucesso na internet. O curta, dirigido por Ademir Di Paula, é o filme mais visto este ano na web em países como Brasil, México e Espanha.Clik no titulo e saiba mais...

14 de novembro de 2010

LIVRO MUNDO SEM DONO

Eu estava meio descepicionado com esse blog, não é uma missão facil menter um blog com esse tema, porque os assuntos de ficção cientifica brasileira não são populares. Blogs são feitos para serem praticamente infinitos, as pessoas só acompanham blogs quando veem noticias diárias. Se isso fosse um programa de T.V poderia se passar uma vez só na semana e ser dividido em temporadas, quem sabe um dia... Mas na minha busca intensiva sobre a ficção cientifica brasileira, eu achei um ótimo livro no twitter. Sinopse:“Mundo sem dono” é uma combinação entre ficção sociológica-científica e literatura fantástica com filosofia moral. Ambientada a partir do ano de 2045, esta obra revela um novo mundo, onde a supremacia do poder da ciência compete com o poder da religião para levar a humanidade à produção de energia infinita, à criação da indústria aeromobilística e à geração de uma divindade viva. A saga do terceiro milênio começa aqui. Prepare-se para um futuro muito diferente do que você imaginou.


Clik no titulo.



1 de novembro de 2010

A VIDA PRECISA DE FICÇÃO

 Misturar relaidade com ficção é perigoso. Porque pode chegar uma hora que você não saberá o que é verdade. Muitos criminosos psicopatas, mentem pra se mesmo antes de mentir para os outros. Porém chega uma hora que eles não sabem mais o que a verdade e acabam num manicômio.
É claro no mundo da arte isso também acontece, quantos atores já não teveram que se aposentar pois pensavam que eram um personagem. Mas é possivel criar uma obra de ficção fingindo ser real, Hollywood tem usado muito isso: "Atividade Paranormal", "Cloverfield o Monstro", "REC"(apesar deste ter a versão original feita na espanha, ou era mexico?). Esses filmes não fazem o meu genero, mas a idéia de brincar de realidade é genial. E é bem mais barata do que usar super efeitos com uma narrativa fantastica que você sabe que nunca será real.
Mas porque eu tô falando disso? O Realejo High Tech é um site que tenta promover a ficção cientifica brasileira. Porém cadê a ficção cientifica brasileira? Eu não sei. Enquanto nimguem aparece, eu estou insentivando que você, é você que está lendo isso faça algo de ficção cientifica. E um modo bem facil de fazer isso é usando essa tecnica, que mostra a ficção como se fosse real. Porque se voce souber fazer roteiro, fica muito facil fazer um filme de ficção cientifica.
Aliás antes da T.V as pessoas já misturavam ficção e realidade. O maior exemplo disso é "A Querra dos Mundos" Quando aquele cara falou pelo rádio que marcianos estavam atacando a Terra. Naquela época todo mundo acreditou. Eu sempre penso, poderiamos fazer uma história interessante como "A Querra dos Mundos" usando a transmidia. Na época Orsen Wells usou a tecnologia da época e fez algo genial. No entanto hoje teriamos que ser bem mais cuidadosos.
Se um pessoa falasse no twitter "Marcianos estão atacando a Terra." Nimguem iria acreditar. Seria preciso colocar videos no youtube, forjar fotos em blogs, criar depoimentos. Mesmo assim seria divertido, mesmo se as pessoas não acreditassem. Se alguém estiver disposto. Agente faz essa brincadeira.
Clik no titulo e saiba mais...

13 de outubro de 2010

Filmes de Ficção Cientifica Brasileira: É Possivel.

 Voltei. Como o prometido eu vi "Nosso Lar". E realmente os efeito especiais são dignos de ficção cientifica. E a forma de como a história é contada, também da um ar de ficção cientifica. Quer saber eu vou ler o livro quando tiver tempo. Porque eu não acredito que no plano espiritual eles tomam só sopa. Eu adoro carne...
Aliás porque eles comem, se eles já se desprenderam da matéria?
Ops. Eu vim aqui pra falar de FC Brasileira no cinema, né? Depois eu vejo se Deus,  encaminha meu espirito pro Nosso Lar ATRAVÉS DE SONHO, é claro. Ainda é muito cedo pra mim morar lá.

O Cinema nacional está mais valorizado. A uns cinco anos atrás quem imaginária que um filme nacional bateria recorde de bilheteria. Talvez um visionário como eu imaginasse. ( Eu e minha prepotência).
Em fim, é possível fazer um filme de ficção cientifica brasileiro e lucrativo. E só pegar um roteiro de algum de nossos escritores. Fazer efeitos especiais estéticos. Nada de querer imitar Avatar. Coisa sútil sem muita exuberância. Mais o importante é que envolva o público. Se o filme tiver uma roupagem muita expalhafatosa, a ficção brasileira se tornará sinonimo de filmes infantis. Eu não quero isso.

Até mesmo autores consagrados como Machado de Assis se arricaram na Ficção Cientifica. Então cineastas sigam o exemplo.

29 de setembro de 2010

Jerônymo Monteiro

 Volta é meia e aparece o nome desse cara nas nossas  noticias sobre FCB( Ficção cientifica Brasileira, não Futebol Clube Brasileiro, risos). Mas você sabe quem é Jerônymo Monteiro? Pois é, nem o google sabe direito, ele pensa que é uma cidade do Espirito Santo. O que também não é mentira, o fato é que Jeronymo Monteiro é considerado o pai da ficção cientifica brasileira, então o minimo que podiam fazer era divulgar para os jovens quem ele era.
Existe até um premio em homenagem a ele. Mas me diz, algum nerd fã de ficção cientifica anda com uma camiseta, com a foto dele em pop-art? Não. Isso que me revolta. A ficção cientifica brasileira não é popular, é só um nixo, que corresponde a intelectuais  de 50 anos pra cima. Eu acho que isso acontece, porque a um tempo atraz a tecnica de efeitos visuais e especiais brasileiras era muito escassa, e nos paises em que a ficção cientifica é valorizada o que sustenta ela são as grandes produções de cinema. O que seria de E.T se não fosse a bicicleta voando? Ou de Independece Day se não fosse a casa branca explodindo?
Aqui no Brasil eu acho que foi a ditadura (eu não sei o que foi isso direito, nasci bem depois) qu travou a cultura brasileira, as pessoas tinham medo de criar coisas inusitadas, porque podiam ofender os milatares. Isso enfraqueceu nossa arte, e nossa ficção cientifica.

E hoje ainda temos receio de ficção cientifica. Vou dar um exemplo: Um cara resolve fazer um filme de ficção cientifica, sua equipe será contra porque alegará que o filme não será lucrativo, pois concorrer com Hollywood seria suicidio. Então eles fariam um filme bem real com bandidos.

Bom tomora que esse quadro mude. E pra isso que o Realejo High Tech está aqui. Leiam as obras de Jerônymo Monteiro:

  • rês meses no século 81 (1947)
  • A cidade perdida (1948)
  • Fuga para parte alguma
Vou procurar o e-book dessas obras.
Clik no titulo e saiba mais...

25 de setembro de 2010

Você é Criativo? Exentrico? Ou louco?

Eu cuido de toda uma rede, que apoia o coisas que outras pessoas consideram impossivel. Fazer do quadrinho nacional algo pop, e divulgar a ficção cientifica brasileira. Pra isso eu  tenho um twitter @oquadrinista, um facebook em que você pode procurar pelo grupo "Instituto Quadrinista". E os blogs O quadinista, e este que vos escrevo. Todos eles tem a função de divulgar a cultura brasileira no ambito da ficção.

Vocês podem me chamar de louco, mas o que eu queria era poder criar um lugar onde jovens carentes que tivessem o dom de desenhar, e escrever pudessem conseguir um trabalho digno nessa area. Porém pra isso eu preciso de dinheiro e de imformação. Para conseguir o dinheiro será com estudo, por isso ficarei algumas semanas longe deste blog, no entanto voltarei. E pra informação eu preciso de vocês, se é que tem alguém lendo isso. Se tiver por favor comente: "como se faz uma ong? ";"se já existe alguma instituição que trabalha com história quadrinho", "se existe algum grande projeto social que pode ajudar."

Quando uma nova era está pra começar sempre existe, uma pessoa excentrica que da o primeiro passo. Quando Galileu disse que a Terra não era o Centro do Universo foi condenado. Mas hoje sabemos que le estava certo. Ta bom eu tô sendo prepotente, em me comparar com Galileu.

Mesmo que você acredite que o Instituto Quadrinista nunca via ser real, nos ajude um simples dica pode mudar muita coisa.

Até mais, e de qualquer modo: Obrigado.

18 de setembro de 2010

Vimana - O Novo Portal

A função do Realejo High Tech é divulgar a ficção cientifica brasileira mais existem sites com mais recursos que o meu. Que podem fazer mais do que isso, eu não tenho receio em falar apesar de eu achar que estou sendo copiado, eu reconheço que eles tem mais grana e mais tempo, pra fazer aquele portal. Enfim o Vimana não é um site com o foco só na FC Brasileira como nós. Mas se você quiser publicar sua obra ele também pode te ajudar.
 Pena que eles ainda não estão no Google, quando se põe Vimana o site deles não aparece. Porém eu vou tentar fazer um Join Venture. Bom eu vou explicar as coisas melhores no próximo post.
Clik no titulo e saiba mais...

15 de setembro de 2010

Sonhos

 Olá, eu sumi por um tempo. Mas estou aqui de volta, só de passagem, que nem a vida na Terra. Meus neurônios estão um pouco afetados pela midia e pelo capitalismo. Porém estou aqui. Aí...Aí...e eu nem posso falar mau do capitalismo, porque meu trabalho paralelo, é, aquele trabalho que agente exerce pra ganhar dinheiro, ajuda a movimentar a economia mundial. Como eu queria viver num mundo, em que as pessoas aceitassem a felicidade simples, num lugar natural, sem pensar em materialismos algum.
Sonhar...Sonhar...é sobre isso que eu vou falar hoje, mas não é desse tipo de sonho, é sobre aquele sonho que você acorda assustado é fala: "Caranba que loko!  Véio!".
Sabe aquele dia que eu falei sobre a inpiração na hora de escrever? Então o sonho é uma das minhas maiores inspirações. Tem sonhos que são muito distante da realidade, que você acorda e diz: "Nunca mais vou comer hamburguer com biringela, maionese e presunto antes de durmir". Mas é nesses sonhos que vem a inspiração mais sincera, nimquem pode dizer que sua obra é um plágio, como pode ser um plágio eu sonhei com isso.
Tá mais, como fazer uma estória que faça sentido, com um sonho louco, bem muitas histórias loucas fazem sentido. "Alice no país das Maravilhas" por exemplo, eu adoro, mas as vezes fico pensando: "esse livro é pra crianças ou pra pacientes de reabilitação?"
Bem brincadeiras a parte, uma dica pra transformar um sonho ou até um pesadelo em boas histórias de ficção é usar a simbologia, e colocar uma moral na estória( nada de filosofia barata). A mitologia usou muito disso e é contada até hoje. Outra dica é estudar um pouquinho de fisica quantica, e tentar colocar seu sonho em uma realidade alternativa onde ele é real e você está dormindo. Você pode estar dormindo agora, quem disse que isso é real, há, há, há!

10 de setembro de 2010

Dual - Mas um livro de nossa literatura que você não conhece.

O mundo atráves dos olhos de Tiki Enlaf. Ou melhor, o mundo através do olho, de Tiki Enlaf. Levava uma vida comum, desempregado, a margem da sociedade. Um pequeno e desarrumado apartamento na cidade grande, bebida, mulheres, uma vida fútil que lhe agradava. Vinte cinco anos, tão jovem, mas para o seu mundo onde cada ano é bem mais longo do que o nosso, já estava nas últimas. Quantas mais estações ainda veria? Como seria quando enfim passasse para o outro mundo? Em uma tarde de outono extremamente fria, um encontro inesperado acontece e muda a sua vida completamente...
Clik no titulo e saiba mais...

8 de setembro de 2010

Nosso Lar

Andam dizendo por aí que nosso lar é um filme de ficção cientifica. Na verdade é um filme religioso baseado numa obra de Chico Xavier. Se é religioso tem pessoas que acreditam que é real(eu). Então não podemos considerar como ficção cientifica. Porém a midia usou uma roupagem de ficção para deixar o filme mais comercial. O que eu acho legal. Até que em fim eles pensaram em divulgar a nossa literatura no cinema! Ah! eu ainda não vi o filme! Mas pretendo ver em breve Clik no titulo e saiba mais...

7 de setembro de 2010

39 Fábulas Que Você Ainda Não Leu

Esse aqui parece ser divertido e você pode ler de graça. Sinpse: As histórias a seguir são fábulas contemporâneas escritas por Douglas Eralldo e publicadas em 02 jornais de sua cidade. Esta aventura iniciou-se em 2008 no Jornal Diário Pantanense, e hoje continuam a ser contadas no Jornal Destak. Os textos, um misto de crônicas, contos e fábulas são recheados de sentimentos que muitas vezes beiram a auto-ajuda, noutras surgem como críticas severas ao contexto da sociedade em que vive. Imergir na leitura de suas histórias é estimular o pensamento, e criar suas próprias conclusões, pois as linhas de Douglas Eralldo podem ser compreendidas de várias formas, e com certeza o leitor irá se identificar com estas fabulosas e curtas histórias, que quinzenalmente são impressas nos jornais, e agora se reúnem nesta obra.